segunda-feira, 4 de junho de 2007

Raiz Coral: atração no casamento de Wanessa Camargo

O Raiz Coral, no ultimo dia 26 de maio, fez a parte musical do casamento da cantora Wanessa Camargo (filha de Zezé di Camargo) com o empresário Marcus Buaiz e chamou a atenção tanto da imprensa quanto dos ilustres convidados.

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“Eles têm algo diferente, quando cantam, parece tocar nossos corações. Senti algo muito diferente que ainda não sei explicar” disse Mariana Belém (filha de Fafá de Belém).“Me fala onde vocês cantam que eu quero ir!!!” disseram os irmãos Sandy & Junior.“Simplesmente muito impressionante como vocês se expressam. Vozes divinamente lindas” disse Erasmo Carlos.

O evento contou com a presença de famosos como: Faustão (padrinho), Adriane Galisteu, Tom Cavalcante (padrinho), Priscilla Fantin, Sabrina Satto, Preta Gil (madrinha), Negra Li, Cleo Pires (madrinha), Sandy & Junior, Ana Maria Braga, entre outros.

A cerimônia foi iniciada com a canção “One” do U2 para entrada do noivo e padrinhos. Em seguida para entrada de daminhas, foi executada a emocionante canção “A Whole New World” trilha de Alladin. A triunfal entrada da noiva teve por tema a canção “Every Body’s Free” trilha do filme Romeu e Julieta, interpretada numa versão gospel pelo grupo.

E é claro que o Raiz Coral não ia sair de lá sem mandar o seu recado, na hora dos cumprimentos, interpretaram “Dê o seu melhor” onde ministram sobre o sacrifício de Jesus Cristo na cruz e puderam testemunhar pessoas se emocionando e sendo tocados pelo toque do amor de Jesus. Fonte: Supergospel


Nota: É lamentável que a igreja e o mundo estejam se misturando de forma tão descarada e ninguém se atreva a manifestar um parecer bíblico a respeito das aberrações que têm surgido. Está montado o contexto de contrafação relatado em II Mensagem Escolhido, volume 2, p. 26, onde o barulho provocado por satanás seria interpretado como "obra do Espírito santo".

32 comentários:

Teka disse...

Na verdade, o Raiz Coral não é adventista. É um coral ecumênico. (Ainda bem!)

Se fosse adventista, e tivesse ido ao referido casamento para cantar hinos de louvor à Deus, certamente estariam dando bom testemunho. Mas se cantam músicas do mundo, a história muda.

Assim como nossa digníssima irmã Alessandra Samadelo, que teve a grandiosa oportunidade de louvar à Deus, numa das maiores emissoras de TV do mundo, num ilustre programa como o da Hebe, e a danada foi “sambar” – literalmente. Oportunidade que só serviu para macular a imagem dela, em rede nacional.

A oportunidade de testemunhar no meio artístico secular pode ser boa ou ruim, de acordo com a escolha que a pessoa faz.

Pelo que podemos ver, alguns irmãos não estão preparados para isso. Quando colocados diante de uma situação dessas, preferem simplesmente mostrar "sua voz maravilhosa", ao invéz de honrar o Doador dessa voz. Afinal de contas, foi pra isso que Ele lhe Deu uma voz assim.

Noribel disse...

Infelizmente vemos um coral com tanto talento desperdiçando suas vozes para cantar em lugares impróprios e pior, músicas impróprias. É triste sabermos mesmo que essas situações estão acontecendo. E mais, realmente este não é um coral Adventista, mas há integrantes Adventistas, qual seria a diferença?

RÔMULO disse...

Eu também concordo, com as opiniões do(a)Teka e da Noribel. Mas, tendo ou não adventista, o Jabá ou o cachê, com certeza valeu a pena!

RÔMULO disse...

Ok! Acontece que o jabá ou cachê fez com que tanto adventistas como não-adventistas, fez valer a pena ou pagar o preço!

Alunos disse...

Ok! Concordo com as opiniões. Acontece que o cachê, fez com que, adventistas e não-adventistas pagassem o preço!!!

Angela Lima disse...

Eu não concordo com vcs.
Eu acho que o Raiz Coral fez bem em cantar no casamento da Wanessa Camargo, eles cantaram uma música linda que é "Dê o Seu Melhor", conseguiu alcançar os corações daqueles artistas, pessoas famosas que dificilmente iriam a um show evangélico. Se são ou não adventistas, eu gosto muito das músicas deles e os admiro muito. Tem vozes maravilhosas que usaram para adorar o Criador.

Em nenhum momento o artigo falou que eles tenham cantado músicas mundanas, tenham desonrado a Deus de alguma maneira. Muito pelo contrário, souberam aproveitar a oportunidade e evangelizar.

Leidinéia CAmargo disse...

Esse é o maior problema da igraja hoje, achar que para testemunhar ou tocar o coração das pessoas precisamos nos adaptar aos gostos deles. Temos que ser diferentes, temos que parar de justificar os nossos erros. Eles realmente cantam muito bem, mas o que adianta se isso não está sendo usado para louvar o nome de Deus como deveria?

Raphael Oliveira disse...

o fato é quem ninguém pode servir a dois senhores, e de fato ou vc canta para louvar a Deus! Que aliás deveria ser este o único objetivo do nosso canto!
Ou se não está louvando a Deus já sabem que estão louvando né! e tenho certeza que músicas de romeu e julieta, Alladin, e do U2 não aproximaram em nada aquelas pessoas de Deus, por mais que depois cantassem ao menos uma! que diferença fez? eu não sei responder mas sei que não está certo!
eu particularmente não sou perfeito nem no modo de louvar como as músicas que ouço mas posso sempre melhorar!

Fiquem com Deus!

douglas reis disse...

Angela, eu tive a mesma curiosidade que você e procurei saber o que o coral cantou. Achei os dados numa reportagem de Cynthia de Almeida, sobre o casamento de Wanessa Camargo, publicada na revista "Quem Acontece" p. 117 (só para tirar a prova é que me vi obrigado a ler uma revista como esta!!).

Bem, o que eles cantaram? "One", do grupo pop U2 e um medley com as músicas "Everybody Is free" e "To fell Good", tema do filme "Romeo e Julieta". Como você pode ver, as músicas cantadas pelo Raiz eram seculares...

Anônimo disse...

Infelizmente muitos pensam que para evangelizar se deve "imitar" o mundo. Essa ideia é equivocada, Jesus nunca imitou ninguem para alcansar determinado "publico". A "mistura" normalmente torna o que é santo impuro, e não o contrario, como diz Ageu 2:12-13. Devemos sempre ter nossa possição firme ao lado de Jesus e sempre pensar naquilo que O agrada.

Raphael Oliveira disse...

gostei da sua opinião anonimo Jesus estava no mundo mas não fazia parte dele ele é que mudava o seu redor, nós também devemos estar no mundo, mas ter a certeza de que pertencemos a outro lugar, um lugar em que Deus nos preparou... então devemos ser a diferença e mudar o a nossa volta!

Orisvan disse...

ORISVAN JUNIOR
eu acho q vcs stao se equivocando
o raiz coral só cantou musicas cristâs, no entanto nos devemos é nos preocupar é com a nossa salvaçao ao inves de criticar.....
pelo ao menos eles cantaram algo
que tocasse o coração deles ....
ao contrario da gente q sta perdendo tempo e nao stamos fazendo nossa parte

Raphael Oliveira disse...

Orisvan a questão no problema da música não é apenas o fato de criticar, acontece que corais como o Raiz coral estão trazendo um conceito de adoração que ao meu ver não é um louvor perfeito a ser oferecido a Deus.

rofcosta disse...

Eu acho errado esse tratamento diferenciado que é dado à música.
Se você é um gênio em matéria de computação, você vai fazer seu trabalho para qualquer pessoa, desde que te pague. Não interessa se é para a igreja ou não, se não ferir os teus princípios. Se a Wanessa Camargo tivesse contratado um Adventista para fazer uma edição especial nos vídeos que seriam apresentados no casamento dela, todo mundo estaria dizendo: "Muito legal, sabe quem fez os vídeos do casamento da Wanessa? O Fulano. Ele é lá da minha igreja. O cara é muito bom!!!
Acontece que com a música nós temos preconceito. Parece que o dom da música só pode ser usado para Deus. Parece que se eu cantar músicas que falam de romance, sou um pecador.
Isto é preconceito!!!
Não estava no casamento e não sei como as músicas que o Raiz Coral cantou foram cantadas, mas se as letras delas, as atitudes deles e o lugar onde estavam não ofendiam os princípios bíblicos, o quê os impedia de cantar?
Eles cantaram e com certeza foram pagos para isso. São profissionais.
Eles cantaram, foram pagos para isto e ainda deixaram uma mensagem espiritual. Deram seu testemunho!
Vamos deixar de ser preconceituosos!!!
Ou então, a partir de agora, se você tem talento para Administração, só administre na igreja, se você tem talento para o Volei, só jogue na igreja, se você tem talento como orador, só pregue na igreja, pois se estiver fazendo palestra sobre vendas em uma empresa, você está pecando.

Repito: se as letras não ferem os princípios bíblicos, se o lugar não é inadequado e se sua atitude for de respeito, não existe motivo nenhum para uma pessoa (ou várias) ganharem dinheiro com a música que não seja sacra.

douglas reis disse...

Rofcosta,

o problema que "tudo me é lícito, mas nem tudo me convém".

Para começar, o casamento para a Igreja Católica é um sacramento - uma cerimônia que não apenas simboliza a salvação, mas tem o poder de realizá-la.

No caso, a pessoa está sendo salva de um pecado que irá cometer, o pecado sexual (sexo é um "mal necessário" na teologia católica, servindo apenas para a
reprodução).

Por esse aspecto, é errado até para um cristão adventista casar-se nessa igreja (por aceitar uma cerimônia como meio de salvação, o que nega, consequentemente, Cristo como o único Salvador) e mesmo aceitar ser padrinho na cerimônia.

Cantar num culto que tenha esses princípios, ainda que fosse a música mais sacra, já seria um contra-senso.

Outra coisa: o cristão não tem de ser exclusivista, relacionando-se comercialmente apenas com os irmãos de igreja, mas tem de ser, pelo menos coerente!

Imagine um publicitário cristão bolando uma campanha para uma marca de cigarros!!

E pior: seguindo a sua ótica, quando ele apresentasse a peça publicitária para o cliente, poderia até entregar um folhetinho, porque teria dado o seu "testemunho" (ou tristemunho...).


Para aqueles que possam se questionar se seria correto julgar nossos irmãos, leiam o artigo "Deveríamos jamais julgar a outros", postagem do dia 8 de Julho.

Anônimo disse...

Meu querido e pessoas que iram ler este recado!!!

Eu achei que eles foram muito bem em ter cantado no casamento. Pois cada um deles além de cristão e ministros de louvor, também são pessoas e músicos proficionais.
E sendo assim acho que eles não errarão em ter cantado para todos que estavam lá.
Vc com certeza trabalha não?! E te garanto que já vez algo que vc acha-se que não devia ter feito e até ficou com medo de perder seu emprego. Assim é o que aconteceu, só que eles não vão perder nada, pois fizeram sem medo e sem culpa.
Pois como vc mesmo disse varias pessoas perguntaram onde eles cantavão e outras perguntas mais. Por onde eles passam levam a presença de Deus, quem tem a presença não adianta pose ir a onde quizer, sempre são reconhecido.

Pense!!!

douglas reis disse...

" Com demasiada frequência, a igreja levanta um espelho refletindo a sociedade que a cerca, em vez de uma janela revelando um caminho diferente."

Maravilhosa Graça
Philip Yancey

Priscila Lima disse...

Não importa se são Adventistas ou não. Não importa se foram pagos ou não. Não importa se foram cantar músicas seculares ou não. É o trabalho deles, não!? Como musicista, sei qu somos chamados para cantar ou até mesmo tocar em casamentos (como no caso em debate) e não somos 'nós' que escolhemos as músicas a serem executadas.
Concordam que, se a Wanessa Camargo os convidou, ela que sabe as músicas que deverão ser executadas na sua festa de casamento. Eles apenas estão trabalhando!
E outra, "não jugueis para que não sejais jugados..."

douglas reis disse...

Ok! Vamos voltar para o exemplo do publicitário: então ele estaria certo em se envolver na campanha para uma marca de cigarros, por ser apenas o trabalho dele?!?

E a ética cristã aplicada ao trabalho??

Pense em outro princípio que conflite com nosso trabalho (qualquer que seja): o sábado.

Se meu trabalho me obrigar a transgredir o 4º mandamento, não teria problema, porque, apenas em se tratando de trabalho, os princípios bíblicos podem ser deixados de lado?

Priscila, sobre julgar: leia o artigo "Deveríamos jamais julgar a outros", postagem do dia 8 de Julho, já indicado anteriormente.

Cintia/ IAE disse...

Ok, então eu gostaria de fazer uma pergunta.
Cantores Cristãos não podem trabalhar com musica?
Se eu canto na igreja, não devo cantar não posso cantar para ganhar meu pão?
Não estou falando de musicas promiscuas, com letras ridiculas, mas não acredito que Deus tenha dado um dom para que ele seja usado somente na igreja.
Não me entendam mal pfv, não falo de cantar em buates e casas de shows mas poxa, em um casamento e receber por isso, não vejo problema nenhum!!!!

Anônimo disse...

Pessoal na minha opnião essa não é a melhor maneira de se agir com os servos de Deus. Até porque quem somos nós pra julgar? só o Senhor Jesus sonda os nossos corações. Só o Senhor Jesus sabe o pq da apresentação do Raiz Coral, eles não se ofereceram pra estar naquela festa; foram convidados.E como ficaria a interpretação de Wanessa Camargo se recebe um não dos servos de Deus? ah, sabem como Mattos Nascimento ganhou Xandy e todo o seu grupo(harmonia do Samba) pra Cristo? ele simplismente foi cantar aqui no rock rio café (salvador) gravação do dvd do H. do Samba. E isso contagiou a banda inteira hj eles cumprem contrato, mas são ministros do evangelho. Vamos parar com essa maneira meio que "ignorante" de ver as coisas. Jesus Salva!! a proposito, essa frase de sandy e junior foi tudo: "ONDE VC'S CANTAM PRA EU IR VER VCS CANTAREM"?

Anônimo disse...

Devemos ter o cuidado para não julgar os nossos irmãos. Deus pode usar várias maneiras para alcançar os perdidos. Mas creio que os adventistas que estão se unindo com outros evangélicos devem ter muito cuidado para não irem na onda ecumênica. E a música gospel tem um papel essencial para embriagar os jovens com o vinho de Babilônia. Lembrem-se que Daniel e seus três amigos não se dobraram para os tambores de Nabocudonosor(Dan. 2). Jovens, que adianta a fama, que adianta o dinheiro, carreira, e no final, perder a alma? Vós, sois o sal da terra. Se o sal se tornar insípido, só servirá para ser pisado pelos homens.

Anônimo disse...

Como é incrível a ceguerira absurda das pessoas hoje em dia!!
Deus ainda nos avisou, que nos últimos dias o mundo entraria na igreja!
E a música é um dos maiores meios pelo qual as pessoas estão deixando o mundo entrar no santuário.
Ellen White também nos falou para louvarmos a Deus com melodias calmas e que exaltassem a Ele!
HIPÓCRITAS.....nos achamos no direito de pensarmos a nossa maneira, os adventistas de hoje em dia estão ficando cada vez mais seculares e ignorantes, oremos uns pelos outros para que no glorioso dia de Sua vinda, Deus tenha piedade de nós.

Roosevelt Andrade disse...

Gente, cuidado com o que vocês estão pensando e crendo. Veja só: Depois de sermos chamados para Ele, fomos chamados para para o mundo falar da boa notícia. Cuidado para não passarem o resto de suas se atendo a discussões tão rasas, quando na verdade, temos um ministério muito mais importante: o da reconciliação.

Outra coisa: vocês sabem quem são os compositores das canções interpretadas por Raiz Coral? Sabe do que as músicas falam? Conhecem a tradução? Então aqui vai uma:

"Nós somos todos uma família que devemos estar juntos como se fosse um; Ajudando um ao outro ao invés de só perder tempo; Agora é o momento para ajudar alguém; Só depende de você; Quando todo mundo está dividindo sua esperança; O amor quebra barreiras"

"Every Body’s Free"

Deus abençoe!

junior disse...

cheguei galera , pra falar a verdade , a raiz coral, não tem nenhum tipo de ligação a DEUS porque ,o louvor e um ato para adora-lo não cantar qualquer musica , DEUS se enche de alegria quando louvamos a ele , não cantar musicas que nao agrada as pessoas !
sim aagrada algumas , mas aquelas que nao conheçem a verdade ,e eu fico muito triste porque tenho irmãos da IASD nesse grupo, eles sabem da verdade mas não a cumprem !
e algumas musicas tem estilos mundanos...

LOUVO A DEUS COM DON QUE ELE ME DEU MAS , TEMOS QUE ESCOLHER , MUSICAS QUE AGRADAM ELE DE VERDADE !

pensem nisso !!!

Aline disse...

Foi para a liberdade que Cristo nos chamou.

douglas reis disse...

E não para a libertinagem, Aline.

Anônimo disse...

muitos se esquecem de que apesar de ser um Coral cristão, eles são profissionais da música, ou seja, ninguém te condena por vc trabalhar no meio cicular, e eles apesar de fazer o trabalho deles, pois foram contratados para cantar, mesmo assim testemunharam o no de Jesus cantando "Dê o seu melhor". assim, não os condene,pois com certeza muita gente foi tocado pelo por Deus naquele lugar.

Robelyo P disse...

mmm, Raiz Coral não faz meu estilo então, nem me preocupo. Por mim, eles podem cantar num velório que eu dispenso.

Anônimo disse...

Olá a todos! Sou maestro, compositor e arranjador e ao longo de alguns anos trabalhando com música devo dizer que está cada vez mais difícil um cristão adventista aliar suas convicções cristãs com o trabalho musical. Eu toco em casamentos e procuro influenciar os noivos a escolherem músicas que não ofende meus princípios bíblicos mesmo sendo músicas tida como seculares. Precisamos entender que louvar a Deus é mais importante em qualquer situação, se em determinado momento as circunstâncias comprometem com nossa postura cristã deve-se fugir de tal situação. Vou dar um exemplo prático: antes de me tornar adventista(embora eu já era cristão) toquei por um tempo numa banda de bailão. Eu sei que as músicas são carnais e o ambiente não é nem um pouco propício ao cristão permanecer, portanto não vejo como uma banda tocar "bailão cristão" achando que dará bom testemunho, ou seja o ambiente não é propício.

Cris Cantora disse...

Excelente resposta!

Anônimo disse...

Gostaria de refletir um pouco sobre o que alguém já falou aqui e mais um pouco. Devemos pensar um pouco sobre o lado profissional do músico, porque já perceberam que das demais profissões que fizeram parte do casamento ninguém fala nada!? Uma outra pessoa aqui dando sua opinião, falou que só o fato do casamento ser católico já seria motivo para o grupo não participar. Mas, e quanto aos demais profissionais adventistas? Os da fotografia, por exemplo, será que não fazem seus trabalhos em quaisquer casamentos? Os profissionais da decoração, da mesma forma também não deveriam então (se fôssemos aplicar essa regra) rejeitar trabalhos nestas ocasiões?

Em seguida eu gostaria também de um papo com os músicos de plantão: espiritualmente falando, qual é a diferença de interpretar uma música secular em trabalhos profissionais DE ESTÚDIO e em trabalhos profissionais AO VIVO? A pergunta é pertinente, porque acredito que aqui é o ponto. Ao meu ver, as maiores polêmicas sempre estão em torno dos trabalhos ao vivo, sendo que o músico cristão também presta serviços em estúdio com trabalhos instrumentais, backing vocal, mixagens, etc. Acredito que a polêmica ocorra porque ao vivo é uma situação onde fica mais caracterizado aquela questão do mal testemunho. Imagina quantos músicos cristãos já fizeram backing vocal para artistas famosos em gravações profissionais, mas ninguém sabe! E partindo deste ponto eu vejo que o maior problema, em casos semelhantes a esse do Raiz Coral, está na exposição do nome de um grupo evangélico em trabalhos seculares. Como músicos individuais eles estão livres para executar qualquer música ao vivo desde que não seja contrária aos nossos princípios. Ou seja, penso que seria umas das soluções o grupo ter um segundo nome do tipo "Produções Vocais", por exemplo, seguido de uma certa descaracterização em relação ao Raiz Coral, para explorar trabalhos profissionais e assim separar melhor o que é louvor do que é trabalho secular. Um pouco de discrição durante o trabalho também seria possível, uma vez que se trata de um grupo de pessoas, vários nomes envolvidos. Dessa forma, o trabalho deles não ficaria diferente de um profissional fotográfico cristão fazendo o seu trabalho no casamento.

Claro que fica a pergunta: e se ao invés de um coral, de um grupo de pessoas, estivéssemos falando aqui a respeito um profissional cristão de carreira solo? Acredito que aí, obviamente, a situação é outra, e o meu ver, bem mais difícil separar na cabeça das pessoas o cantor cristão do cantor profissional.


Uma coisa é certa pessoal, deve-se fazer o possível para desvincular o trabalho secular do ministério da música. Não é fácil ser um músico cristão.

Abraço a todos,

Fernando