terça-feira, 19 de outubro de 2010

O EVANGELHO SEGUNDO SERRA

Se o biólogo ateu Richard Dawkins fosse candidato à presidência no Brasil, até ele passaria a assitir missas e cultos evangélicos! O fator religioso ganhou uma tal importância nas eleições de 2010 “como nunca antes na história deste país”, diria Lula (cabo eleitoral de Dilma e presidente nas horas vagas).

Enquanto Dilma amarga a desconfiança dos religiosos (fator que contribuiu para a existência do segundo turmo), José Serra cresce nas pesquisas e namora o eleitor cristão. A última do ex-governador de São Paulo é a distribuição de cartões plásticos, nos quais em uma das faces se vê a expressão "Jesus é a verdade e a justiça".

O material foi distribuído durante um evento da campanha envolvendo professores, realizado no último dia 15. A origem da frase remete à participação do tucano em uma feira evangélica (em São Paulo), quando Serra afirmou: “Todas [as doutrinas] convergem naquilo que é o essencial: que Jesus é a verdade e a justiça”.

A despeito de competências e experiências públicas do candidato, o que me intriga é seu entendimento do Evangelho. A superficiliadade da declaração é suficiente para iludir o mundo cristão, que se satisfaz com pouco, muito pouco. O presidenciável José Serra, que considera a “astrologia uma espécie de ciência”, tem se arriscado a se posicionar como típico cristão (condição que nem ele nem Dilma possuem); assim, ele quer deixar claro que é o contraponto de Dilma, demonizada por suas declarações a favor da descriminalização do aborto (tema sobre o qual ela tergiversou).

Infelizmente, o evangelho de Serra é puramente pragmático e eleitoreiro. Se Jesus convidou os discípulos para serem pescadores de homens, José Serra quer se tornar pescador de cristãos-eleitores. Depois, a fé ganhará em sua vida o mesmo papel público de antes: nenhum!

Um comentário:

Clayton Farias disse...

o Serra não crê só em astrologia não.
Ele também é maçom.
Se tiver dúvida assista o vídeo a seguir:
http://youtu.be/oLZK1KG3kzY