terça-feira, 28 de janeiro de 2014

ATOR DE COMERCIAIS DE CIGARRO MORRE POR DOENÇA PULMONAR


O ator americano Eric Lawson, que protagonizou anúncios da marca de cigarro Marlboro nos anos 1970 e 1980, morreu aos 72 anos vítima de uma doença pulmonar. A morte aconteceu no dia 10 de janeiro na casa do ator, na Califórnia, mas foi confirmada somente neste domingo por sua mulher, Susan Lawson.
O ator sofreu uma insuficiência respiratória decorrente da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), uma manifestação conjunta de bronquite e enfisema pulmonar causada principalmente pelo tabagismo. Segundo a mulher de Lawson, ele fumou dos 14 anos até ser diagnosticado com essa doença.
Além de anúncios de cigarro, o ator também participou de programas da televisão americana, como as séries Charlie's Angels, Dynasty e Baywatch. Depois, chegou a aparecer em comerciais que discutiam os efeitos negativos do tabagismo.

Lawson não é o primeiro ator de anúncios da Marlboro a morrer por doenças relacionadas ao cigarro. Wayne McLaren, que interpretou um cowboy na década de 1970, e David McLean, que atuou na década de 1960, faleceram em decorrência de câncer no pulmão. Já David Millar sofreu um enfisema pulmonar e morreu em 1987.


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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

OS ADVENTISTAS PENSAM QUE A MÚSICA É INOFENSIVA




"Não é seguro para os obreiros do Senhor tomarem parte em divertimentos mundanos. A associação com as coisas do mundo no setor musical é considerado inofensivo por alguns observadores do sábado. Tais pessoas estão, porém, em terreno perigoso. É assim que Satanás procura desviar homens e mulheres, e dessa maneira tem ganho o controle de almas. Tão suave, tão plausível é o trabalho do inimigo que não se suspeita dos seus ardis, e muitos membros de igreja tornam-se mais amigos dos prazeres que amigos de Deus."

Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v.3, p. 332

(colaborou: Filipe Reis)

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sábado, 25 de janeiro de 2014

NOBREZA






“–Cada olho mofe na órbita e, ambos baços,


Tornem-te inútil, para que dependas


Da caridade alheia em meio às sendas,

E inválido, ao apoiar-se em outros braços;


Entre os pares, teus bens sejam escassos,

Posto que à porta vás perdir-lhes prendas,

E, não obtendo, teus poucos bens vendas,

Conseguindo não pães, tão só seus traços;


Outro usufrua em teu leito as carícias,

A outro seus filhos honrem como pai,

E outro colha em teu campo as primícias;


Nenhum dos dias aqui seja bom,

Que o choro caia como a chuva cai;

E desejes morrer por fim!” “– Shalom!”.


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DEUS LHE CONCEDA SHALOM


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

CRISTO, NOSSO SALVADOR



(Hans K. LaRondelle, Chris our Savior: What God does for us and us. Pacifc Press Publishing Association, 1980.)


Hans K. LaRondelle foi um dos principais teólogos da Igreja Adventista. Sua influência perdura mesmo depois de sua morte, há poucos anos. Bem conhecido por suas obras escatológicas (que tratam do tempo do fim), ele também produziu materiais voltados para a soteriologia (doutrina da salvação). Dele é esse pequena joia, intitulada Christ Our Savior.
Aqui o principal tema de LaRondelle é a salvação, a partir da centralidade da obra de Cristo. Ele defende a tese de a salvação se desenvolver em três etapas distintas: justificação, santificação e glorificação. Em sua argumentação, teólogo ressalta que não são nossos esforços humanos que garantem a reconciliação com Deus, mas a obra de Cristo, tanto em Seu ministério terrestre, o qual compreende Sua morte vicária, quanto em Seu ministério no santuário celestial, intercedendo pelos pecadores. Isso somente aconteceu devido ao fato de que o amor é o que define a natureza divina. Deus, portanto, toma a iniciativa de alcançar o homem e realizar aquilo que Ele não pode sozinho. Por isso, segundo LaRondelle, o “evangelho em sua essência não é ‘faça!’, mas ‘feito!’; não ‘trabalhe!’, mas ‘creia!’” (p. 44).
O livro traz uma impressionante quantidade de textos bíblicos para reforçar sua argumentação. Evidentemente, pressupõe-se que o leitor já parta de uma base cristã e queira saber mais sobre a salvação. E a análise de LaRondelle é, de fato, impecável e bastante fiel em seu tratamento dos textos. Embora bastante simples, fugindo de termos técnicos, consegue uma ampla cobertura de temas correlacionados, trabalhando de forma sistemática, construindo tijolo a tijolo um edifício de grande envergadura. Em acréscimos à análise bíblica propriamente dita, as obras de Ellen G. White são citadas, reforçando as conclusões extraídas dos textos bíblicos. Alguns outros poucos autores evangélicos são citados, sendo o principal George Ladd, em sua magistral obra Teologia do Novo Testamento, mencionada ao longo de todo o livro.
Por se tratar de uma edição mais antiga, o livro não preza pela diagramação ou pelo formato. O sistema de notas de rodapé ou notas finais também dariam um aspecto visual melhor do que as referências inseridas (de modo bastante abreviado e incompleto) ao longo do texto. Não sei se há uma edição mais recente desse material, mas seria bom vê-lo com um acabamento mais apropriado. Tirando as limitações da edição, trata-se de um clássico em versão banzai (para ser justo, devo destacar que são limitações que levam em conta critérios atuais, os quais não contavam na época em que o material foi escrito).
O livro está dividido em três partes, as quais enfocam as etapas da salvação: justificação, santificação, glorificação. Logo na introdução, o autor parte do pressuposto de que há (e sempre houve, como parece ainda haver) muita incompreensão sobre o tema da salvação. Principalmente, quando nos perguntamos sobre o que temos de fazer para ser salvos.
Entretanto, LaRondelle esclarece que o Novo Testamento (doravante, NT) ensina que a salvação está vinculada, acima de tudo, a uma pessoa: Jesus Cristo. Embora o pecado seja algo complexo demais para ser perdoado automaticamente (p. 18), Deus nos reconciliou consigo por meio da morte substitutiva de Jesus (p. 22). Foi dEle a iniciativa (p. 22-23). Deus revelou Seu plano por meio do santuário terrestre (p.24), ensinando que a culpa de todo pecado deveria ser transferida (p. 27). Mas a salvação não estava completa sem a expiação final. Como diz Paulo em Hebreus (2:17), Jesus ainda faz expiação por nós, o que significa que Seu ministério no santuário é a continuação do processo de salvação, o qual não se resume à cruz (p.34).
No segundo capítulo, o enfoque recai sobre justificação.  Há muito de impactante nesse capítulo: “Seus méritos [de Cristo] não complementam nossos méritos, mas são nossos únicos méritos diante de Deus.” (p.43). A justificação ocorre quando aceitamos a Cristo, sem depender de nossa obediência. Aliás, aproveita-se para se desfazer uma confusão: quando Paulo não contrasta a lei com o evangelho (como muitos evangélicos supõem), mas dois modelos de justificação: um pela lei (como muitos judeus de seu tempo) e outro, pela fé (p. 48). A própria ideia de que o Antigo Testamento (doravante AT) ensine uma maneira de se salvar diferente do NT é estranha à própria Bíblia. Afinal, o legalismo não era consequência da religião do AT, mas sua distorção (p. 49). O próprio serviço do santuário ensinava justificação constantemente (p. 50).
No terceiro capítulo, a santificação (vida vitoriosa em Cristo) é mostrada como alvo positivo da salvação (p.61); afinal, “Cristo não nos redimiu meramente do pecado, Ele nos redimiu para Deus!” (p. 54). LaRondelle explora de forma mais detida o texto de Romanos (6:1-11) apontando o significado do batismo, não como morte da pessoa batizada, mas para que ela receba a morte de Cristo em sua vida (p.62). O batismo seria o grade argumento de Paulo para defende a vida santificada (idem). Em alusão a isso, o autor ressalta que a crucifixão não era morte instantânea; igualmente, crucificar nosso eu não significa que todos os impulsos naturais sumirão expontaneamente, mas faz parte daqueles que foram redimidos alcançar essa mortificação diária do eu (Cl 3:1, 3, 5, 9-10; 1 Co 6:19-20), o que faz parte do processo de salvação (p. 63-64). Deus escolheu Israel para Lhe pertencer e ser santo (p. 69). Há um motivo escatológico para perseguirmos esse ideal de santidade: os cristãos que não “perseverarem até o fim” não escaparão do julgamento final (p. 76).
O último capítulo versa sobre glorificação, o momento quando o processo de salvação se completa na volta de Jesus. Para o apóstolo Paulo, “o caráter e a vida cristã são essenciais para a futura glorificação.” (p.81). Em sentido real, nós não apenas esperamos a glória para o futuro, mas já usufruímos dela aqui mesmo (p. 82). As promessas de Deus não falharão com aqueles que desde agora vivem em aliança com Ele, procurando manter-se em santidade pela fé em Cristo, o Salvador (p. 90).
As reflexões de LaRondelle nos fazem meditar sobre o plano completo e belo que Deus elaborou para nossa salvação. Ao mesmo tempo, somos incitados a tomar parte ativa da salvação. Por último, vale destacar que o autor nos mostra que, apesar de a salvação constituir-se um processo, não precisamos chegar ao fim para descobrir qual será o resultado: a vitória está assegurado aqueles que respondem ao convite do Salvador pela fé.

Além de ser um material de forte cunho espiritual, que serve para reforçar a fé e levar a meditar no amor salvador de Cristo, o livro é um excelente exemplo de que teologia de boa qualidade não precisa ser inacessível e hermética. Por todos esses fatores, a obra ainda continua essencial, mesmo passados mais de trinta anos que foi escrita. Altamente recomendável para todos, desde cristãos recém-conversos, a pessoas que tem uma fé mais madura.


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

SE TODOS ESTÃO FALANDO...



Quando as pessoas me diziam que eu me parecia com um indiano, sempre levei o assunto como brincadeira. Mas pessoas diferentes começaram a dizer o mesmo. Até gente de outros lugares, quando me conhecia, afirmava a tal semelhança. O cúmulo aconteceu no Aeroporto de Cumbica. Eu estava viajando para Buenos Aires e precisava achar o portão de embarque. Resolvi perguntar a um homem, que, logo, percebi, tratava-se de um legítimo indiano. Ele me deu a informação (com um inglês que me pareceu bem truncado), eu agradeci e me dirigi à escada rolante.
Quando cheguei no local, vi que estava bem tumultuado, com muita gente. Não havia tomada disponível para o notebook, sequer lugar para me assentar. Desse modo, resolvi voltar para onde estava, uma vez que faltava meia hora para o início do embarque. Na seção de emparque que se localizava na parte de cima, facilmente achei onde me assentar. Já acomodado, percebi que um homem me olhava. Junto dele, apareceu aquele indiano, que a princípio me dera a informação.
Os dois conversavam sobre mim, parecendo visivelmente admirados – a essa altura, eu apenas poderia imaginar o que se passava, porque falavam baixo e com sotaque ininteligível. Finalmente, o homem a quem eu conhecia tomou coragem e me perguntou com aquele inglês peculiar: “Você é indiano?”. Percebendo a ironia da situação, respondi (com um inglês cheio de sotaque brasileiro): “Não, sou brasileiro. Mas as pessoas sempre me perguntam isso…”.
Depois do episódio, eu me convenci: devo realmente me parecer com um indiano. Até os indianos acham isso! Quando muitas pessoas fazem uma observação, sem necessariamente ter contato prévio umas com as outras, é bem provável que haja um fundo de verdade. Uma situação similar acontece em relação à identidade adventista: há muitos estudiosos na atualidade que se mostram preocupados com as mudanças no estilo de vida adventista e mesmo em alguns pontos de entendimento das doutrinas bíblicas. Mesmo mediante a multidão de comentários, artigos e livros sobre o assunto, poucos parecem estar convencidos disso.
Entretanto, o fenômeno está aí para quem quiser ver. Antigamente, quando os adventistas diziam que se tem de guardar o sábado, o mundo evangélico reagia, dizendo que isso era fanatismo. Hoje, se alguém afirmar que jogar videogame não é apropriado no dia de sábado (e, em alguns casos, não é apropriado em dia nenhum!), quem dirá que isso é fanatismo serão os próprios adventistas! Há décadas, era muito difícil alguém convencer um adventista de algo, porque ele sempre tinha alguns versos bíblicos para apoiar o que cria. Hoje, vá a um foro adventista e veja como as discussões giram em torno de “eu acho que”, “na minha opinião”, “isso é o meu modo de ver” e expressões congêneres. As mínimas noções básicas de interpretação hoje são ignoradas. Se alguns escritores antecipavam que teríamos uma geração biblicamente analfabeta, isso hoje não parece uma profecia amarga, todavia, já se trata da mais cruel realidade.
Não adianta espernear: a razão pela qual muitos querem uma renovação nos cultos e um afrouxamento das normas de vestimenta é simplesmente porque sua mente não faz conexão entre a experiência cristã (que eles possuem de fato) com a necessidade de aceitar o senhorio de Jesus (que eles entendem de um modo restrito, condicionado a um período específico e, portanto, desnecessário aos novos tempos). Simples assim. Estamos lutando para ampliar um caminho ao qual Jesus chamou de estreito. Enquanto o conselho para Laodiceia fala sobre necessidade de colírio, achamos que, em terra de cego, quem precisa de colírio é rei.

Podemos ignorar a multidão de opiniões de pastores e líderes. Mas até quando resistiremos ao Espírito? E qual será o preço por adiarmos nos submetermos a Ele, em busca de reavivamento?

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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

OPORTUNIDADES DEIXADAS...


Lentes lentas e lamentos

O elefante vermelho assopra a chama
Que alguém lhe pôs na cauda. O elefante alça
A curvatura de marfim e exclama
Algo sobre uma dama a andar descalça.

A um fotógrafo causa pena a trama
E ele dá chocolate à mulher. Valsa
Até perder a pose esparsa a dama
E se despede, pois lhe espera a balsa.

Com sua lente em mãos, ele a retrata
Sob o céu turvo e as águas na cor prata,
E o aperto da saudade e perda vem.

O elefante sumia aos poucos, mas
Como anjo que era, ainda foi capaz
De ao idoso dizer: “Não foste também?”

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                                                     Como um pecador poderia servir?

CRISE NO MARANHÃO: ABSURDOS DO BRASIL


Por um período curto (mas muito realizador) trabalhei no Maranhão, justamente na capital São Luís. Assim, me vejo na obrigação de me solidarizar com a onda de críticas e protestos pacíficos contra a família que tem governado o estado há décadas. O nepotismo no Maranhão nos remete ao coronelismo e aos clãs medievais. É criminoso e imoral. Oro para que mais pessoas se engajem na luta ideológica que leve à solução final de toda a situação.


AJUSTE SEU GOSTO À MÚSICA SACRA



A música tem ocupado as horas que deviam ser devotadas à oração. A música é o ídolo adorado por muitos professos cristãos observadores do sábado. […] Jovens reúnem-se para cantar e, se bem que cristãos professos, desonram frequentemente a Deus e sua fé por frívolas conversas e a escolha que fazem da música. A música sacra não está em harmonia com seus gostos. Minha atenção foi dirigida aos positivos ensinos da Palavra de Deus, que haviam sido passados por alto. No juízo todas essas palavras da Inspiração hão de condenar os que lhes não deram ouvidos.

Ellen G. White, Mensagem aos jovens, p. 295-296.

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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

POR QUE O NEO-ATEÍSMO CRESCE




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Estudos bíblicos universitários 1
Estudos bíblicos universitários 2
Estudos bíblicos universitários 3
Estudos bíblicos universitários 4
Estudos bíblicos universitários 5


EX-PASTOR ADVENTISTA, RYAN-BEL SE DIZ ATEU


Depois de declarar que abandonou seus empregos ligados ao exercício da fé para "não crer em Deus", o ex-pastor adventista e educador religioso Ryan Bell começou a receber milhares de doações de ateus para continuar com sua causa.

Bell pretende experimentar um ano vivendo como ateu, e ao publicar no blog de seu projeto Ano Sem Deus (Year Without God) que perderia suas economias, recebeu o apoio do bloguista ateu Hemant Mehta que criou um site para arrecadar doações, onde já reuniu cerca de 17 mil dólares.
Apesar do ateísmo do ex-pastor estar previsto para acabar em um ano, Mehta relata que admira sua atitude, pois é um meio de mudar a visão negativa em torno do ateísmo e algo digno de apoio "mesmo que ele decida que a não-crença não serve para ele", avalia.
Entre as mensagens deixadas na página de doações, muitos afirmam que Ryan Bell não deve ser julgado por sua iniciativa, por pensarem que todos têm direito de efetuar uma sondagem sobre aquilo que crê e ver sua real conveniência.
O afastamento do pastor de sua crença teve início por conta de sua dificuldade em compreender o tratamento dado pela Igreja Adventista aos homossexuais e às mulheres, postura que aos poucos conduziu sua saída da congregação.
Agora ele pretende passar um ano sem reconhecer a existência de Deus, para observar como é o raciocínio dos ateus. No entanto, apesar de ter recebido muito apoio, também obteve um alerta de Ro Os, um amigo do ex-pastor, que apontou algumas armadilhas que podem surgir em seu projeto.
Além de questionar a imagem negativa que Bell tem imposto sobre os cristãos, como se a igreja só servisse para contrariar o ex-pastor, Ro Os afirma que teme que o amigo sirva como garoto-propaganda de uma guerra cultural entre ateus e cristãos, com uma visão distorcida e marginalizada do que cada classe representa de verdade.



Eu acho curiosa essa postura e, ainda mais curioso, o motivo alegado para isso, a saber, a revolta contra o modo como igreja encara a homossexualidade. Para mim isso reflete uma capitulação diante da cultura, como formadora de pressupostos - "se (a) as pessoas têm o direito de seguir determinadas tendências, seja por escolha ou natureza, but (b) the church as impede de viver como desejam, então (c) a igreja é preconceituosa." O problema da primeira sentença estaria nos fatores que determinam a moralidade. Seriam apenas aspectos culturais (sujeito à mudança das eras) ou uma revelação transcendente, de um Ser acima da transitoriedade de nossas opiniões? Creio que a racionalidade de cada postura, mesmo que há princípio seja a mesma (em termos de ponto de partida), pode ser avaliada por suas implicações, não mensurando aquela que se acha mais disseminada e conformada com o zeitgeist atual.

(colaborou: Gilberto Theiss)



sábado, 11 de janeiro de 2014

MATE O ORGULHO (E A SI MESMO!)


Morrer pelo abandono de posturas
Acariciadas desde que eu existo,
Fazendo viver sobre elas o Cristo,
Viver contra elas mesmo, as quais, obscuras

Tem de ser apagadas, em rupturas
Frequentes, incansáveis, haja visto
O assédio do mal vir quando o resisto,
Um assédio que testa as criaturas

Pelos seu egoísmo disfarçado
(camadas de argila onde o rosto sofre),
E, às vezes, o assédio acha o meu agrado,

De quem não o quer morto e nem quer morte
Do orgulho aliado à carne que lhe é cofre,
Pois mata-lo é matá-la, à carne. Ao norte!


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

ANIMAIS SOFREM PARA VOCÊ SE ALIMENTAR!



O vídeo que compartilho aqui é chocante e brutal, mas leva à reflexão. Assista com senso crítico. Não penso que a principal razão para abstinência de alimento cárneo seja a preservação da integridade dos animais (em face do abatimento cruel em seu modus operandi). Acredito que o pecado não seja abater o animal ou comer carne em si (embora eu não coma há quase 18 anos). Entretanto, é duvidoso, de um ponto de vista ético, ser conivente com o modo como isso é feito. No mais, a razão principal para ser vegetariano se encontra em uma decisão consciente de voltar à dieta original (Gn 1) e nos consequentes benefícios espirituais (Ellen G. White, Temperança, p. 14). Dito isso, aperte o play!


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

SOBRE FINS E MEIOS: REFLEXÕES URGENTES


Até que ponto os fins justificam os meios? Na atual conjuntura, alguns setores da igreja adventista abrem mão de suas convicções sobre adoração devida a Deus, mormente alegando intenções evangelísticas. Em um episódio recente, um cantor (cuja situação perante a igreja desconheço, razão pela qual não posso afirmar que seja membro regular da igreja adventista) promove um verdadeiro show secular. Ao que tudo indica, um templo teria sido o local do show. Caridade é a desculpa da vez… tenham caridade!
Que se pode dizer disso tudo? O mesmo que se diz sempre: há parâmetros adventistas para o culto, comportamento e entretenimento. Onde se acham os parâmetros? Na Bíblia, meu caro Watson! Voltando ao caso: entendo que, ainda que a apresentação não se caracterize como culto regular, o ser promovida no local de reunião da Igreja faz dela um testemunho inadequado de quem somos. Jesus orou em João 17 para que Deus não nos tirasse do mundo, mas nos livrasse do mal. Não somos do mundo, apenas estamos nele. Há perigo quando nos identificamos com as pessoas não cristãs, imitando seu comportamento, seus princípios de vida e também suas formas de entretenimento (o que inclui a música).
Àqueles que se apressam em justificar a ação, respondo: há inúmeras maneiras de se fazer caridade. O mutirão de Natal é um exemplo digno e respeitável, que tem atraído a comunidade de maneira bem positiva. Até autoridades e personalidades midiáticas – como jornalistas, atores, cantores, esportistas, etc – comparecem à cerimônia de encerramento. Entretanto, a imagem dessas pessoas é usada para apoiar a campanha, a qual não está centrada nos próprios artistas. É a face social da igreja mostrada com louvável sabedoria. Pena que há exemplos negativos e episódios desastrosos!
Obviamente, ninguém deve se escandalizar com isso: se uma coisa a história da igreja nos ensina, é que erros individuais ou coletivos não são motivo suficiente para deter o avanço do povo remanescente. Nós seres humanos somos desastrados e levados pelo desejo de fazer tudo a nosso modo, sem consultar a Deus (mesmo líderes fiéis como Moisés e Josué erraram nesses particulares – e não deixaram de ser grandes!). Não digo isso para desculpar os erros de ninguém – erro é erro. Mas temos de ter a perspectiva correta: somos todos suscetíveis a errar, caso troquemos a vontade de Deus pela nossa.
A maturidade cristã deve nos levar a perceber o erro (discernimento); orar para que o Espírito atinja os que erraram (caridade); cuidar de nossa própria situação espiritual (vigilância) e não ficar denegrindo a obra de líderes e membros por causa de erros que cometam, sejam quais forem os motivos (tolerância). É tempo de todos buscarmos essa maturidade. Deus nos ajude e abra o coração pela Palavra, pois nem as melhores intenções substituem os métodos divinos – os únicos meios aceitáveis para atingir os fins espirituais.

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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

ELE MERECIA ISSO?


Olhe para esse exemplo. A barba esverdeava no rosto esquálido. Olhos esbugalhados, ouvindo cítaras alegres ou alaúdes festivos – sons de um mundo que ria enquanto sua crença era pisoteada. Você consegue ler a linha de dúvida insinuando-se em sua testa franzina? Consegue distinguir a boca balbuciar a prece sentida, desconjuntada? Esse é um homem confuso, questionando seu Deus sobre até quando ele terá de suportar a prova, sem aparente socorro. Tudo lhe parece injusto, cruel e desnecessário. Por que isso? E por que com ele?
Você não se enganou. Esse é mesmo João Batista!
Incrível, não é? Há pouco ele estava pregando no rio, estufando o peito para desafiar a hipocrisia dos religiosos. Seus cabelos respingando a água do Jordão pareciam cobertos de cristais gloriosos – que dia! Fora o batismo de Jesus, o alvo da missão de João.
João agira como uma seta de neon que indicava o Messias. Ele o batizara. Apresentara-o ao povo. Direcionara seus discípulos a Cristo. Afinal, João era a voz do deserto, o alto-falante do céu. Suas convicções? Mais claras do que a do mais bem sucedido empresário. Se uma revista de empreendedores fizesse uma matéria sobre a importância de manter o foco, deveria entrevistá-lo! João sabia quem era e não admitiu que o confundissem com o Messias (embora, sob uma ótica mundana isso fosse vantajoso).
E o que foi feito desse pilar da fé? O João de tantas certezas ficou reduzido ao João que duvida (Mt 11:3). Leia com cautela suas palavras:

Quando ele ouviu falar do que jesus estava fazendo, enviou seus próprios discípulos para perguntar: “Você é quem estávamos esperando ou temos de continuar esperando?” (The Message)

Sei o que você está pensando: nem parece o mesmo João. Ele, quem arrebanhou pessoas para Cristo, expressou incerteza quanto a Sua identidade messiânica. A bússola de João perdera o magnetismo. Sem foco – semelhante a muitos jogadores de futebol, que depois de carreiras estelares em clubes europeus, voltam a jogar no Brasil mais preocupados em participar de festas e manter contratos comerciais lucrativos do que em recuperar a forma física.
Isso significa que João fosse superficial? Não creio se trate disso. Muitos mártires do passado experimentaram o mesmo. Dúvida, medo, a tentação de abjurar de sua fé. Alguns até o fizeram e, depois, arrependeram-se amargamente, voltando a professar sua crença na doutrina do evangelho com tal veemência que foram levados ao sacrifício.
Deus distingue um coração que luta sinceramente de outro que não suporta as provas, por falta de alicerce. Na hora mais escura, a luz invisível é percebida quando a fé persistente prevalece. Aquela era a escuridão do Batista.

E quanto a nós? Que temos cultivado em nossa experiência? O cristianismo de momento pode ser atrativo e estimulante. Todavia, a questão é quanto ele dura. Na hora mais escura, de que ele nos aproveitará? Sem o exercício de fé constante e madura, o menor sopro assumirá proporções ciclônicas!